Posts de Maio, 2010

13
Mai

Nao atrapalha, Dorival!

O post anterior, sobre o título Paulista do Santos, era para ser sobre Dorival Júnior.

Resolvi mudar de tema ao concluir o último parágrafo, por não querer potencializar algo ruim em um momento de felicidade.

Mas hoje eu não resisto: o que o Dorival está tentando fazer?!?!

O Santos massacrava o Gremio no Olímpico. 2×0.

Aos 10 min do segundo tempo, horário dos treinadores mediocres “baterem o cartão”, Dorival olhou para os reservas e chamou Mancha.

Mancha? ??

Rodrigo Mancha é um jogador que, como bem definiu um amigo na final contra o Santo André, faz a galera sentar. Herança podre da gestão Marcelo Teixeira. É a antitese do futebol jogado por André, Robinho, Arouca, Wesley, Ganso e Neymar. Enfim…

Primeiro lance, primeira cagada. 1×2.

Segundo lance, segunda cagada. 2×2.

Dorival tira Mancha.

Em 9 minutos em campo, Mancha incendiou o Olímpico e mudou a história do jogo.

Gremio 3×2.

Gremio 4×2. E agora, Dorival?

4×3, Robinho. Ah, o talento… Sempre ele!

O Santos segue rumo ao título da Copa do Brasil. E Dorival segue iluminado. É, definitivamente, um cara de muita sorte.  Tem os melhores atletas da atualidade em suas mãos e parte da imprensa, leviana e irresponsável, já lhe deu status de melhor treinador do Brasil. Meu Deus!!!

Vou torcer para que , a cada substituição, os jogadores façam como o Ganso e se recusem a sair de campo. E lanço a campanha, “Não atrapalha, Dorival!!!”

03
Mai

Titulo Messianico

Ao me levar para o Pacaembu, no último domingo, e avistar aquele mar branco de santistas e sentir o clima gostoso de uma final de campeonato, minha mãe comentou que aquele era um jogo que ela gostaria de ver no estádio.

Ela, que não é santista, provavelmente deve ter lembrado daquela tarde de dezembro, em 1995, quando eu, ela, meu pai e outros milhares de santistas lotamos o Pacaembu para ver uma partida épica do Santos e de Giovanni.

Como ela não liga muito para futebol, nem deve se lembrar que, apesar daquele jogo, aquele cara e aquele time não foram campeões. Também não deve saber que, naquele domingo, 02 de maio, aquele cara ia ter a chance de, pela primeira vez, levantar uma taça pelo Santos. Talvez ela nem saiba que Giovanni ainda joga bola…

Para falar a verdade, eu só me atentei a este fato, quando, durante a semana, li a notícia que ele estava relacionado para a partida. E me emocionei. Até então, aquele era só mais um jogo de um time que encanta e que, certamente, conquistaria o título. Lembrar que aquele ia ser o primeiro título de Giovanni pelo Santos deu um sentido diferente para a decisão.

E esse sentimento não era só meu. Tanto que, quando o placar anunciou que Paulo Henrique Ganso vestia a camisa 17, o Pacaembu veio abaixo. Não precisava nem concluir a escalação. Todo mundo sabia que Giovanni, o G10, estava no banco. Justa homenagem a um cara que marcou uma geração de santistas.

As circunstancias do jogo não permitiram que Giovanni entrasse em campo, mas ele foi tão decisivo quanto naquela semifinal de 95. Sim, porque o menino que vestia a camisa 17 e mudou a história da partida contra o Santo André, foi levado ao Santos por ele.

Giovanni levou Paulo Henrique para o Santos porque se via no garoto. E nós vimos Giovanni em Paulo Henrique. No calcanhar do segundo gol e em lances e atitudes que fizeram com que todos os presentes no estádio e os que assistiam a partida pela TV soubessem que aquele jogo tinha um dono. Como em 95.

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